sexta-feira, 11 de março de 2011

Sessão Era de ouro dos Quadrinhos

Os gregos chamavam de 'era de ouro' o período em que o mundo vivia em harmonia. O homem tinha um contato direto com os deuses e por este motivo não precisava trabalhar para se sustentar. Enfim, a paz e a tranquilidade reinava. Aliás, em quase todas as mitologias existe esta era de paz. Hoje em dia chamamos de 'era de ouro' tudo que simbolizou o que existia de melhor em uma época. É um termo muito usado para falar de músicas e bandas que fizeram história, livros e autores importantes e outras formas de entreterimento. Aqui vou pinçar o que chamo de 'era de ouro' de quadrinhos que li e que sinto muita saudade.

Recruta Zero
Criado pelo cartunista norte-americano Mort Walker em 1951. O Recruta Zero parodiava os filmes de guerra norte-americano, onde o protagonista fazia mais asneiras que atos heroicos. Ele passava mais tempo dormindo e descascando batatas que treinando e lutando no campo de batalha. A sua maior diversão era encher o saco do sargento Tainha, um gordo com um unico dente postiço na boca.

Hagar o Horrível
Desenhado por Dik Browne, para a prestigiada tira de jornal dominada pela Kong Sindicate Feature ( dona do marinheiro Popeye) Hagar o Horrível era um barbaro que gostava de passar o tempo pilhando e invadindo territórios inimigos. O seu único problema era lidar com uma mulher dominadora, uma filha adolescente que vivia frustrada por não ter namorado e um filho pré-adolescente intelectual e sensivel que detestava lutar como o pai.

Zé Carioca
Criado para a política da boa vizinhança, na qual nos norte-americanos queriam estreitar alianças com os latinos americanos, o Zé Carioca é para muitos um personagem ofensivo que vende a imagem do brasileiro como malandro e preguiçoso. Polêmicas a parte, os quadrinhos do Zé vendiam muito nos anos 50 e início dos anos 80. As suas aventuras se passavam nos morros cariocas o que tentava criar uma identificação do personagem com a gente, cheio de ginga e samba.

Gasparzinho
Hoje conhecido pelos filmes que passam na Sessão da Tarde o personagem desenhado por Warren Kremer chegou no Brasil nos anos 50 e era publicado na revista O Cruzeiro. As suas histórias tratavam suas tentativas frustradas de ter amigos ( quem iria ser amigo de um fantasma?). Na mesma época também teve a revista do Brazinha, um demoniozinho que aprontava com todo mundo e agia como um nemezis para o excesso de bondade do Gasparzinho.

Mandrake e Lothar
Personagens criados pelo magnifico Lee Falk ( o mesmo que criaria o Fantasma) e desenhado por Phil Davis em 1934, a dupla Mandrake e Lothar tratava da amizade de um magico ilusionista e seu segurança um africano de força descomunal e que juntos saiam para resolver todo tipo de problema. Na maioria das vezes o Mandrake apelava mais para a astucia do que para os seus truques. Além de que ele vivia em um fraque elegante e talvez por isto não saisse na porrada para não sujar a roupa.

Fantasma
Lee Falk faria o fantasma em 1936 e seria o primeiro herói fantasiado dos quadrinhos (o Batman e o Super Man só apareciam depois). Chamado também de 'espírito que anda' o cara andava pela floresta de Bengale junto com o seu lobo branco combatendo a pirataria e mercenários. Sem ter super poderes ( coisa que Lee Falk era contra) o fantasma resolvia tudo no sarrafo e deixava sempre a marca de seu anel da caveira nos queixos fraturados dos meliantes.

Conan
Saido dos livros pulp escritos por Robert E. Howard em 1932. Conan o cimério é o principal personagem do universo espada & fantasia que consagrou obras como a de J. R. Tolken. Brutal e animalesco o bárbaro resolve tudo cortando cabeças com machados ou cortando inimigos ao meio com sua espada. A Marvel na década de 70, trouxe o bárbaro para os quadrinhos e aqui no Brasil a revista era uma das mais vendidas. Um dos motivos eram as capas bacanas de mulheres esculturais semi-nuas desenhadas por Sal Bucema.

O Corvo
Mais conhecido por aqui por suas versões cinematográficas, o Corvo é um personagem criado pelo desenhista James O'Barr em 1970. A história gira em torno de Eric Draven um músico gótico que é morto injustamente junto com sua namorada por um bando de ladrões. Segundo uma lenda europeia, um corvo é enviado do Céu para ressucitar quem teve uma morte injusta para assim poder corrigir o erro. No Brasil a Editora Mythus é quem publica o personagem. Um lance bacana é que o corvo pode ressucitar qualquer um assim sendo, o personagem pode ser tanto um roqueiro como um mecânico, um índio ou uma mulher.

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