sábado, 9 de maio de 2015

Interestelar, Mad Max, Automata: O Futuro Sombrio nas Telas


O futuro... Quem nunca imaginou como seria o amanhã? Prever com antecedência  o que virá, seja as catástrofes ou as coisas boas da vida? Quem sabe inventar a bendita máquina do tempo que pirou a cabeça do escritor cyfy H. G. Wells e influenciou outros tantos contos e filmes? A humanidade passa boa parte do seu tempo pensando no que virá no outro dia muito mais do que no presente.
E isso é ruim (perguntaria você do outro lado da tela)? Claro que NÃO! Se pensarmos bens foi o desejo de prever o futuro que fez o homem realizar feitos antes impossíveis como voar e criar o computador, por exemplo.

O interessante é que muitas previsões (com suas devidas proporções de erros e probabilidades de acertos) acabam realmente acontecendo. No cinema então... Grandes filmes já nos mostraram o que poderia vir a acontecer e que no fim aconteceu. Quem não se lembra de quando criança ao assistir a Star Trek  e ver os personagens se comunicando com aparelhos que pareciam os celulares atuais? Ou as videoconferências que já apareciam em filmes como Perdidos no Espaço? Ou o super computador que o Batman tinha na batcavena no seriado dos anos 60 com todas as informações do mundo sem mesmo antes existir a internet?
Recentemente assisti a dois filmes que me fizeram pensar em como o cinema imagina o nosso futuro. A maioria dos filmes atuais já debate o esgotamento do planeta devido o uso exagerado dos recursos naturais o que antes, aliás, nem era pensado. Ainda mais que nos filmes de ficção dos anos 50, 60 e 70 a bola da vez eram os conflitos nucleares.

Com o fim da guerra ideológica entre comunismo e capitalismo, os autores de ficção e cineastas resolveram focar em temas como o fim da humanidade por meio do mau uso do planeta pelo homem. Para a geração atual o tema da ecologia está onipresente e ainda mais com a crise hídrica em nosso país. Mas me lembro de quando criança ao assistir ao seriado do herói japonês Spectroman ouvir o narrador falar que 'num futuro próximo o ar, a água e tudo o mais seriam letais para o homem' devido a poluição de dejetos que contaminam o solo. Quem diria que o Spectroman estava certo!? Olha a dengue e os virus matando milhares de pessoas pelo mundo!

Interestelar e o aquecimento global
O aquecimento global é um dos temas do filme do diretor inglês Christopher Nolan (Batman Begins). A terra ficou coberta de poeira e a falta de chuva levou as plantações a baixa produção em um futuro bem próximo. O mundo regride tecnologicamente ( a Nasa deixou de existir) e a história de que o homem visitou a lua é vista como um mito. Porém, um astronauta aposentado (Matthew McConaughey) é solicitado para uma experiência secreta e única: encontrar um novo planeta para os humanos! Para isto o astronauta abandona a família e ruma para um buraco negro (que acreditam servir como ponte para outros planetas e dimensões).Além do tema ecológico o filme também analisa a viagem no tempo por meio das teorias de Einsten e Isaac Newton de forma brilhante.

Robôs como ameaça ao homem
A velha briga entre homens e máquinas já existia no cinema desde Metrópolis e Exterminador do Futuro e Matrix. Mas em Automata do diretor Gabe Ibañez e estrelado por Antonio Banderas, a ameaça não são robôs e sim, o homem. Em um futuro pós aquecimento global e com baixa população, corporações criam robôs empregados para ajudar os poucos humanos que vivem no planeta. Seguindo os protocolos que foram criados pelo escritor Isaac Asimov e que inspirou filmes (Eu Robô e Homem Bicentenário) as máquinas servem os homens até que uma delas passa a agir por conta própria. Os seres humanos começam então a ver as máquinas como uma ameaça. Um dos melhores filmes que discutem o que é afinal o ser humano e o existencialismo.

A luta pelo combustível em Mad Max
Mad Max foi o primeiro filme de ficção que assisti quando moleque na velha Tela quente nos anos 80. O filme de George Miller e então estrelado por Mel Gibson, já trazia o discurso do aquecimento global e a falta de comida. Para piorar, tudo começou quando os governos entraram em crise pela uso abusivo do petróleo. As já conhecidas guerras entre ocidente e oriente pelo ouro negro e os desastres ecológicos levaram a humanidade ao caos. O mundo regrediu a grupos bárbaros que andam no deserto com carros feitos de sobras de sucata e com código moral da lei do olho por olho. O filme dos anos 80 era pessimista em relação ao homem com o ambiente mostrando que toda a humanidade teria um fim de acordo com as atitudes grotescas dos seres humanos.
Para quem gosta de ficção cientifica e bater um papo filosófico estes filmes valem apena assistir.
 


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