sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sessão Nostalgia: A Volta dos que Não Foram


Lembra do filme do Super Man em que ele da uma volta ao redor do mundo e retrocede no tempo? Se você não lembra ou nunca assistiu ao filme tudo bem, o que eu queria era fazer uma analogia com o que está acontecendo atualmente no mundo do entreterimento.
De repente os anos 80 voltaram não somente no corte de cabelo e roupas estravagantes de Lady Gaga, mas no mundo do mass media ouve um total dejavi. Desenhos animados que a garotada que hoje se encontra nos seus trinta e pouco anos assistia com empolgação voltaram a ativa.
 
Nos cinemas os robôs Transformers se tornaram fenômeno de bilheteria e trouxeram junto brinquedos e outras bugingangas que para quem era criança na decada de 80 era desejo de consumo. Eu por exemplo, era louco para ter um destes carros que viravam robô e cheguei a ter alguns que infelizmente se perderam.
  
Atualmente quem promete fazer os nostalgicos irem as lagrimas são os Smufs. Na época em que programa infantil não era sinônimo de  chato, assistiamos os Smurfs no programa Balão Mágico. Os estranhos seres azuis miniaturizados que eram perseguidos pelo perverso Gargamel eram divertidos e tinham um ar de ingenuidade raro na época em que a maioria dos desenhos animados tratavam de guerra e violência ( alguem lembrou do desenho do Rambo?).
 
Outro que promete muito é a volta dos Thunder Cats aos desenhos animados. Os heroís meio homens e meio felinos estão com um super desenho que aparentemente tenta manter o que os antigos fãs conheciam e gostavam na antiga versão. De toda forma para os que não conheceram vale lembrar que era um super desenho animado meio americano e japonês que tinha muita ação e aventura. O simbolo dos personagens até hoje é copiado e usado em camisetas só para citar o poder que o desenho tinha na época.
 
Outro que promete voltar a qualquer momento repaginado é o He-Man. Ele era a tradução do que foi os anos 80: tinha muito exagero, moralidade e as vezes cinismo. O preguiçoso principe Adam era na verdade He-Man, o poderoso guerreiro protetor do castelo de Greyskull contra os ataques do afetado Esqueleto. O desenho era cheio de lições de morais que as vezes chegavam a hipocrisia ( era comum o He-man salvar o Esqueleto ou deixar o vilão fugir com a desculpa de que até o ser mais malvado merecia salvo conduto). No final dos anos 90 surgiram novas versões do desenho, nenhuma como o sucesso do original.  Em 2002 veio uma nova versão que apesar de ser muito boa não fez o sucesso esperado. Nesta versão a lição de moral foi pro 'espaço' e o Esqueleto deixou de ser afetado para ser um ditador cruel e com uma historia definida para explicar o seu fascinio pelo castelo de Greyskull. Pena que os fãs não gostaram!

Do jeito que a coisa está indo,  falta só tirar do formol o Bozo, o Fofão e o programa da Xuxa!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Guerra mitológica: Confecção de tabuleiro de Xadrez

 
Assim que este blog começou no início do ano, postei um artigo sobre a confecção de miniaturas feitas de durepox realizadas por mim. A intenção era mostrar o meu hobby porém, a coisa foi mais além. Não só ampliei o numero de miniaturas confeccionadas como desenvolvi um tabuleiro de xadrez para utiliza-las.
A idéia de criar um jogo de xadrez me veio a cabeça alguns meses atrás. Como gosto do jogo (apesar de não ser nenhum jogador profissional, pois perco todas as partidas que jogo) resolvi leva-lo para a sala de aula. Comentei também em um artigo posto neste blog sobre a história do xadrez e como ele pode ser interpretado não somente como um jogo de estrategia militar, mas também que podemos fazer o nosso proprio xadrez!
     
Os meus alunos da EJA fizeram as suas versões. Demoramos dois meses e tudo saiu bem legal! Simultaneamente eu continuei a confeccionar o meu até termina-lo. Como podem ver algumas peças fazem citações a seres mitologicos e históricos: temos cavaleiros medievais, unicornios, dragões, medusas, gladiadores romanos...Para realizar este jogo fiz uso de pesquisas em livros de Historia da Arte, historia das civilizações, filmes e livros de simbologia e mitologia.






Fico super emocionado em mostrar este trabalho e já recebi encomenda para fazer um similar para um conhecido. Posso fazer outros tabuleiros! É tudo questão de pesquisa: por  exemplo, se eu quiser um jogo de xadrez usando o tema o egito antigo terei que pesquisar sobre as principais dinastias e quais reis lideraram exercitos etc. Além, de uso de material como durepox, tinta acrilica, madeira,bonecos de plastico de R$ 1,99 e papeis de varios tipos...fora o tempo necessario para fazer tudo ( um mês no máximo).
Enfim, os que curtem xadrez como eu e a confecção de esculturas podem dar dicas e ideias que estarei disposto a testar e criar novas obras!

sábado, 16 de julho de 2011

Monografia de pós-graduação VII

2.4- O poeta dos louros

            Dante Alighieri, segundo estudiosos, nasceu em Florença em 1265 vindo a falecer em 1321. Se seu nascimento não se tem data assertiva de sua morte pode-se ter mais exatidão, um 14 de setembro. Na sua vida duas paixões: Beatriz e Florença.
Sobre Beatriz não se sabe muitos dados. Ele a teria conhecido na infância e depois de anos ele a encontraria casada. Ele também havia se casado, mas nunca a esqueceu. Como melancólico de sua época, desenvolveu a sua primeira obra de cunho lírico romântico Vita nuova onde declara o amor a uma mulher na qual apenas a vê ao longe, esta mulher seria Beatriz.
Como não ousa dizer o que sente por ela, fala sobre a amada para Eros o cupido do amor, que lhe é seu confidente. Esta relação amorosa é totalmente divinizada, onde o prazer sexual não é o ponto da questão: “(...) Uma paixão profunda e espiritual da natureza mais nobre, cuja expressão mais alta e definitiva é um nascimento da crença antiga, numa união original de almas e o Ser Divino” (BUCKHARDT, 1991, p. 269). Por não declarar seus sentimentos, Dante alimenta um amor platônico que o leva a tristeza.
Sua outra paixão é a cidade de Florença que sempre defendeu, faz parte do priorado contra o grupo rival os gibelinos uma facção que junto com os guelfos (da qual Dante fazia parte) controlavam a cidade.que era eleito por meio de guildas. A sua guilda era os dos farmacêuticos. Lutou com armas
Por não concordar com o poder eclesiástico sobre a cidade sofreu um golpe de estado, era governador da cidade, expulso passou a ser embaixador, como era conhecido por seus poemas e atos diplomáticos se transformou em cidadão renomado na Itália. Defendia a língua toscana e criticava a relação da Igreja com o poder. Mesmo assim, era católico fervoroso e gostava da teologia de Tomás de Aquino e Santo Agostinho. Sua obra a Divina Comédia é estudada como um documento de uma época, mas talvez, Dante tenha sido antes de tudo um cronista.
Como bem percebe o filósofo Robert Klein em seu livro A Forma e o Inteligível: escritos sobre o Renascimento e a Arte Moderna (1998, p. 58), Dante acaba sendo um painel de tudo que era conhecido pela mentalidade medieval, não somente por declamar o amor, mas por também expor discussões sobre a alma humana como fenômeno que em outras culturas é familiar, e por isto universal.


CAPITULO III
DEUS E O DIABO
3.1- A busca pela salvação

Como não analisar uma obra de arte de Hieronymus Bosch (1450-1516), sem não ter um certo reconhecimento da complexidade que envolve realizar tal procedimento? Bosch é um daqueles casos em que aparece a questão: Até onde a sociedade influi na obra do artista? Ou até que ponto o artista quer retratar o mundo que o cerca? O professor de História da Arte Edgar Wind tenta esclarecer estas questões onde outros historiadores como Panofsky, Buckhardt já haviam esmiuçado.
As obras de Bosch estiveram a um bom tempo associadas por analises modernas a escola surrealista, como se seus monstros e demônios representassem fruto de um subconsciente que na negação a natureza (principalmente carnal) se flagelava. Por isto, os inúmeros demônios castigavam violentamente suas vítimas na maioria amantes ou participantes de orgias. Seria um auto controle do desejo sexual como fazia os antigos eremitas ou flagelantes.
Em outra instância, Bosch poderia ser um cronista de sua época, assim como fora Dante. Seus monstros e situações grotescas são resultado da observação da sociedade onde estava inserido. A impressão que se tem com esta visão é que Bosch não está dentro da sociedade medieval e apenas ficava em algum lugar isolado, observando tudo, como se sua obra fosse fotografia de um voyeur do mundo. Sua obsessão seria o comportamento da sua comunidade ele seria um narrador desta.
De acordo com Panofsky que desenvolveu o método iconológico teríamos que
tentar inicialmente, não somente ver a obra no âmbito formal (cor, distribuição das figuras na tela...), mas localizar no espaço-tempo a categoria de estilos e tipos na qual o artista se encaixaria. Para Buckhardt, a documentação histórica seria uma chave para traduzir trabalhos artísticos. Panofsky também faz uso da relação história/arte com uso de documentos da época em que a obra foi confeccionada. Mas e quando os elementos que estão dispostos na obra dificultam a sua leitura, mesmo usando documentos?
De acordo com Edgar Wind, necessitaria de uma ação especifica para isto:

O método utilizado para chegar a isso só pode ser um método indireto. Cumpre estudar todos os gêneros de documentos que a critica histórica metódica pode associar à imagem em questão e demonstrar por a prova circunstancial que todo um conjunto de concepções, que devem ser estabelecidas uma por uma, contribuía para a formação da imagem. O estudioso que dessa maneira revela tal conjunto de associações há muito perdido não pode presumir que a tarefa de investigar uma imagem consiste simplesmente em contempla-la  e ter um imediato sentimento de empatia com ela. Tem de se lançar num processo conceptualmente dirigido de recordação, mediante o qual ingressa nas fileiras daqueles que mantêm viva a ‘experiência’ do passado. (WIND, 1997, p. 79).


Neste momento a comparação de Bosch com Bruegel e todo um achado sobre uma arte que expressa o belicismo, seria um quesito obrigatório para entender estas obras medievais. Pode-se ir a fundo e estudar o tema do grotesco que logicamente começa antes da Renascença ou da própria Idade Média. O estudioso Vitrúvio (70-25 a. c), por exemplo, já pesquisava sobre estas imagens de cunho assombroso.
De acordo com o historiador Wolfgang Kayser em seu livro Grotesco (1986, p. 18-20) as imagens de deformações e hibridizações demoníacas e mitológicas, já se encontravam na Roma e na Itália em grutas e locais onde se fizeram escavações para encontrar resquícios da arte clássica. O grotesco, com suas volutas e motivos decorativos com plantas misturadas com feras e monstros encontravam-se em colunas jônicas e em baixo-relevos de teor pagão. Cada monstro ou criatura de Bosch evocava a antiga arte laica que como a romana era pagã.
Mas, mesmo apelando para esta relação ainda falta outro dado para entender afinal as obras de Bosch. Alguns estudiosos propõem que estudando a vida particular do artista pode-se chegar ao cerne da questão. Fazendo uma investigação da vida do holandês nascido em Hertogenbosch podemos saber que a pintura era algo de familiar, já que seu avô fora o pintor principal da comunidade. Também sabemos que Bosch seria burguês e que seria praticante de uma seita chamada Confraria da Nossa Senhora, ou que ele poderia fazer parte dos Adamitas uma seita de cunho herético que pregava o sexo como forma de elevação espiritual, ou que ele era um adepto dos eremitas e fazia parte da Ordem dos Irmãos da Vida em Comum. Se investigássemos mais ele poderia ter tido aversão às classes menos favorecidas e que seria enfim protestante.
A vida de Bosch provocou inúmeras deduções que na maioria se contradizem. Se ele era adepto de uma seita como Adamitas que pregara o sexo livre, por que na maioria de suas obras o sexo parece ser um motivo de condenação ao Inferno? Poderia Bosch ter sido um cátaro. O catarismo pregava a fé em um Deus dualista (tendo o bem e o mal em si mesmo). Para o cátaro o homem enquanto estivesse no mundo material estaria disposto para o pecado. Para se salvar a purificação do espírito deveria reencarnar. Por ser politeísta (um deus do mal e outro do bem) o cátaro questionaria a filiação divina de Cristo. Por este pensamento a seita foi perseguida pela Igreja. O Catarismo teve sua expansão na Idade Média nas regiões do norte e onde houve a invasão muçulmana. De acordo com o biografo Trewin Copplestone (1997) Bosch teve uma vida pacata, apesar de pintar infernos e flagelações. Para um catálogo de mostra de arte surrealista em Portugal o estudioso Dagoberto Markl (1994) Bosch é o pai do Surrealismo graças à força das imagens que se aproximam de trabalhos de Marx Ernest (1891-1976) e de Salvador Dali (1904-1989).
Um dos pontos-chaves talvez para desvendar Bosch seja a Melancolia: tema da Idade Média onde o homem se isola para refletir sobre a sua vida ou buscar um sentido para ela. Parece que o pessimismo de Bosch que transparece em um Jardim da Delicias, Carroça de feno e As Tentações de Santo Antão. É o mesmo de um Peter Bruegel e seu ‘Triunfo da Morte’ (figura 04). Mas, como atesta Giulio Carlo Argan em seu Clássico Anticlássico (1999, p. 460) que Bruegel não vê esperança ou redenção para o homem do medievo. Ele está mergulhado em si mesmo e não enxerga a sua ruína que se aproxima, e mesmo que compartilhem de estilos e do uso da linguagem visual cifrada com os provérbios holandeses, já que Bruegel continuaria sua obra na qual Bosch passou como um mestre que gera discípulos. Todavia, eles não são semelhantes. Tudo por causa da visão pessoal de mundo, onde Bosch ainda vê uma redenção: ela é somente Deus.
Como Agostinho não há lugar para o livre-arbítrio; ou o homem se converte para a luz ou queimará nas chamas do Inferno o que poderia questionar sua filiação a seita dos cátaros, já que mesmo que esta seita fale de castigo e materialismo Bosch não crê em um Deus dualista. Mas há ainda tempo para abandonar a carroça de feno que leva para o Inferno, parece avisar Bosch enquanto que para Bruegel, não há remédio, a não ser o fim e a autodestruição.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Foto arte: O Terceiro Olho

Mês de férias, julho é o período do descanso do dia a dia, da opressão do trabalho, dos afazeres escolares...É o domingo transformado em um mês. Você está em casa ou pensando na viagem que irá fazer para aproveitar as férias.
Com certeza não esquecerá do bronzeador se for para a praia, nem de calção de banho ou muito menos de dinheiro, porque curtir descanso sem grana não dá! Vai aproveitar o periodo de descanso para conhecer algum lugar novo com a familia ou amigo ou melhor ainda, com a namorada (o)... Enfim, pode-se fazer muita coisa em julho. Alguns podem dormir mais e até ficar em casa mesmo e saborear uma televisão.
Para aqueles que estão de viagem com toda certeza, o que não se pode esquecer é de levar a máquina fotográfica ( ou o celular com camera). Registrar tudo de bom que o olho pode captar e o que a memória as vezes insiste em esquecer ou alterar na nossa cabeça com o passar do tempo.




Aproveite então os lugares novos para práticar seu olho e tire fotos bacanas! Pode ser uma paisagem, ou um lugar que você acha importante porque te empressionou. O que seja, o que for, deixe para a posteridade e quem sabe descubra o seu talento para fotografar e transformar a realidade com a sua perspectiva. Descobri que artistas como Vik Muniz e Sebastião Salgado não nasceram artistas: se tornaram com a prática! Deixo os meus trabalhos de experimentação de férias como dica e boas ferias!

sábado, 9 de julho de 2011

Máscaras sem rostos

Ha pouco tempo postei um comentario sobre as máscaras e sua função cultural nos povos primtivos. Gosto tanto do assunto que o transportei para a sala de aula. Resolvi pegar algumas pesquisas sobre cultura e arte e deixar os meus alunos confeccionassem seus trabalhos.
Uma coisa que quero registrar aqui e como as vezes nas escolas certos temas sofrem uma má pesquisa ou visão distorcida para serem colocados em salas de aulas. No caso das máscaras é comum docentes somente trabalharem com elas no Carnaval, assim como discutir sobre a cultura negra somente no mês da abolição da escravatura ou o sobre os índios no dia estabelecido como data comemorativa.



No meu caso trabalhei minhas máscaras em julho, fora do periodo do Carnaval e indo contra as comemorações das festas juninas. Por que?! As manisfestações culturais não são estaticas, elas não ficam paradas. Ninguem deixa de ouvir samba após o termino do Carnaval e festas de folguedos e juninos existem no interior do Nordeste mesmo depois de junho. Não há porque se preocupar com datas estabelicidas em calendários se a cultura não se prende a eles ( assim sendo posso estudar um tema fora do periodo estabelicido sim!).
No caso das máscaras, não podemos associa-las somente a festas, visto que em outras culturas elas possuem outras funções sociais. Deixo aqui uma ideia para professores que como eu pesquisamos um tema alem do livro didático que muitas vezes prende muito mais o docente que liberta.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sessão HQ: O Limbo das Historias em Quadrinhos


Estava conversando com um colega fã de quadrinhos como eu em uma festa nestes dias. Falavamos da novas fases dos gibis bem produzidos e colorizados por computador da Editora Panini e Conrad. Ele me contava das novas sagas da Marvel, sagas que aliás eu não acompanho por não estar mais comprando gibis de super-herois, que para ele estão bem elaboradas e bem desenhadas...
No mesmo instante eu retruquei que estava lendo quadrinhos adultos como Ranxerox e coisas como Hellblaizer da Vertigo. Meu amigo ficou por um instante em silêncio, ele adora quadrinhos de super-herois e não entendeu (ou não Gostou) de perceber que eu estava acompanhando outro tipo de gibi. Resolvi então justificar.
   
Eu parei de ler historias em quadrinhos no meio da década de 90. Por que? Bem foi neste periodo no mercado editorial que surgiu a Image Comics, uma editora formada por artistas insatisfeitos com os mandos da DC e da Marvel. Até ai tudo bem. As duas maiores editoras de quadrinhos dos EUA ficaram muito milionarias explorando os artistas sem dó e piedade (só o fato dos familiares dos criadores do Super Man ter movido ações contra a DC já prova como estas grandes empresas exploram) e achava natural que alguns artistas insatisfeitos fizessem algo revolucionário para mudar o mercado.
    
A Image Comics prometia mudanças drasticas no mundo dos gibis, artistas que eram consideradas estrelas por seu estilo de desenho visto como inovador (na época) como Jim Lee, Toddy Marcflane, Rob Liefeld criaram personagens bizarros como Gen 13, Spawn e W.I.L.D Cats e vendiam como algo inédito!
No inicio os personagens agradaram e muito o publico, porém como o tempo sempre prova, tudo não passava de um 'bolo de noiva' de gosto amargo. Spawn tinha um visual bacana, mas as historias eram horriveis e copiavam sem brilho a saga de Dante. Gen 13 e W.I.LD Cats eram versões vagabundas dos X-Men. O pior era ver os deslumbres dos moleques que insistiam em copiar o estilo de desenho dos caras: Rob Liefeld não sabia desenhar anatomia humana, Jim lee era outro que ilustrava mulheres de cintura fina como a Barbie e homens da cabeça pequena e corpos exageradamente musculosos e Marcflane...era melhor design de brinquedos que desenhista.

Depois de ver a Image parei de ler quadrinhos de super-herois e confesso que se não fosse pelo cinema que trouxe aos nossos olhos personagens bacanas como Homem-Aranha e Batman eu nem sentiria falta! a DC e Marvel doidas para ganhar dinheiro inventaram marmeladas do tipo 'Morte do Super Man' e clonagem do Homem-Aranha. No fim, o dinheiro fala mais alto que o bom senso.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Martinho Lutero, Marquês de Sade e Nietzsche: os Incompreendidos

   
Existem personalidades históricas que marcaram a humanidade por diversas razões: Gandhi pela fé e o pacifismo, Einstein por ser visionário da Física, Platão ao alinhar conhecimento e verdade, Steve Jobs pelos avanços na tecnologia e por ai  vai...Os grandes que deixaram suas marcas na historia permitiram um mundo maior e melhor e claro, existem os que de uma forma deixaram um ponto de interrogação para o mundo.

É o caso de Hitler, Osama Bin Laden, Atila o Huno e Sadam Hussein: eles agoras fazem parte dos livros de historias por deixarem um legado de horror e desumanidade! Cada um deles construiu uma face do que desejavam mesmo que fosse  ás custas de cadaveres de inocentes.

Em outro extremo de figuras polêmicas temos Martinho Lutero, o Marquês de Sade e Friedrich Nietzsche. Lutero viveu o conturbado periodo humanista em que a Renascença era o ponto alto e fim da Idade Média. Filho de um pai repressor e analfabeto e cheio de supestições laicas (crenças em demõnios e bruxas) criou um filho traumatizado que mais tarde entraria para a vida de monge. Lutero era um grande teologo e filosofo e também sofria de alucinações (dizia que o Diabo discutia com ele). Considerado louco por muitos ninguem imaginaria que ele faria uma revolução no cristianismo ao romper com a Igreja depois de denunciar a venda de indulgencias (compra e venda de absolvição dos pecados). Sem ele não existiria o protestantismo. Pena que exitam tantos vendedores de indulgencias nos dias de hoje como no passado não é mesmo Bispo Macedo!?

Já Donatien Alphonse-François, conhecido como o Marquês de Sade, se tornou a figura que mostrava a frivolidade da corte francesa de Luis XVI. Vivendo o periodo do chamado Rococó, ou Barroco francês, Sade revelou através de seus contos historias de orgias e violência entre padres, freiras e cortesãs nos castelos luxuosos franceses. O termo sadismo derivou de suas façanhas sexuais descritas em seus contos tidos como pervertidos e crueis. Sua obra chocou as classes abastadas que com furia o puniram exilando em um sanatório.

Por fim, Friedrich Nietzsche significou a ascenção da Alemanha como um polo industrial e também celeiro de pensamentos criticos sobre o mundo urbano e social. Muitos costumam atribuir a Nietzsche o conceito do niilismo ( o nada ) como o alicerce de seus tratados filosoficos. Outros falam de seu ceticismo ao comentar a frase "Deus está morto" e o conceito do "Super homem". Nietzsche nasceu em 1844 e teve uma criação religiosa. Em seu famoso livro 'Assim falava Zaratustra' que inspirou Richard Strauss a compor um hino, Nietzsche fala de superação do homem sobre as dificuldades impostas pelo mundo ( o super homem acima do bem e do mal) e a morte de Deus ( Deus poderia não ser a divindade aqui e sim, o sistema criado pelo sociedade que Nietzsche dizia estar falida). No fim de sua vida Nietzsche morreu sozinho, doente e louco.
Estas personalidades alimentam até hoje o mundo com sua visão apurada e polemica da sociedade.