sábado, 16 de março de 2013

Sessão Quadrinhos: Heróis Endemôniados

Geralmente o sinônimo de herói está conectado a luz, a bondade e a honestidade. Para muitas pessoas o herói é puro altruísmo e amor. Do Super Man até o Homem-Aranha, o herói tem que ser o cara que salva a pátria e ainda fica com a mocinha no final da história e tem a pinta de galã de novela. Claro, que nem sempre esta imagem pode ser vista como definitiva. Talvez, pela nossa herança vinda dos mitos dos semi deuses gregos, a imagem do invulnerável e do apolineo herói galã e forte ainda esteja entranhado em nosso incosciente coletivo.
É talvez, para quebrar as regras é que surgem os 'anti-heróis', ou heróis que nem de longe refletem esta imagem de bondade, ingenuidade e luz. No caso eu pesquisei e encontrei alguns personagens de quadrinhos que tem como caracteristica a feiura, e por mais polêmico que seja um pezinho no Inferno! Quem diria que um dia o mundo da fantásia produziria os chamados heróis endemôniados que fazem sucesso com as galeras:


Devilman
Este foi o primeiro personagem de quadrinhos que tem como principal caracteristicas ter poderes vindos do Inferno. Devilman surgiu da mente insana do desenhista de mangá Go Nagai e com muito sucesso virou anime em 1972. Trata-se da amizade e luta entre dois amigos (Akira e Ryo). Akira é timido e covarde, enquanto Ryo é corajoso e forte. Um dia Akira recebe poderes fornecidos pelo Inferno e se torna o temivel Devilman ( um demônio que pode destruir a Terra e que tem que matar outros demônios e monstros) para piorar as coisas Ryo é na verdade Lucifer. Segundo uma profecia os dois amigos terão que lutar para ver quem fica de posse do Inferno e poderá no futuro destruir a Terra. O personagem virou desenhos e até um filme que pode ser encontrado na internet.


Constantine
É um dos personagens mais bacanas de Hq de terror. O personagem já virou filme e é o principal representante dos quadrinhos adultos da DC Comics. Johnn Constantine é um ocultista (bruxo) que vive se metendo em confusões sobrenaturais devido um pacto que fez com o Diabo. Para não ir para o Inferno ele trava luta contra monstros e seres de outro mundo. Frio e mal carater, Constantine nem de longe sonha em ser um herói bonzinho e por isto, suas histórias são recheadas de critica ao politicamente correto e aos costumes do mundo pop.

HellBoy
 O 'garoto infernal' como diz o titulo é um outro personagem bizarro e louco dos quadrinhos atuais. Criado pelo desenhista e roteirista norte americano Mike Mignola em 1991 para a Editora Dark Horse, HellBoy tem como caracteristicas físicas o corpo de diabo com chifres cortados e uma mão direita feita de pedra. Todo vermelho e assustador, HellBoy resolve misteriosos casos que envolvem monstros e outros seres abissais. Trabalhando como um agente secreto de um grupo que procura preservar a humanidade, HellBoy tenta ser o mais humano possivel e até namora uma garota. Porém, como é muito feio as pessoas tem medo e o tratam como inimigo.

Motoqueiro Fantasma
Apesar dos filmes atuais o Motoqueiro Fantasma surgiu pela primeira vez em uma revista em 1972, pelo traço do desenhista MIke Plogg e os roteirista Roy Thomas e Gary Friedrich, para a Marvel Comics. Muitos afirmam que o personagem era uma reivenção de um antigo personagem que a Marvel tinha e não fazia sucesso na época. Na saga do Motoqueiro ele é Johnny Blaze um acrobata que faz malabarismo com motocicleta e que não se conforma com a morte de seu pai. Mefisto ( um demônio que faz desejos) promete para Blaze que seu pai não será tocado pela morte se ele fizer um pacto dando a sua alma em troca. Assim, Johnny Blaze vende sua alma ao Diabo e se torna o Motoqueiro Fantasma com sua aparência cool de caveira flamejante e jaqueta preta.


Spawn
O Spawn (cria do Inferno) surgiu em 1992 pelas mãos e roteiro do desenhista Todd Mcflane. Principal representante do que parecia ser a revolução dos quadrinhos dos anos 90 promovida pela Editora Image. A saga do personagem é uma mistura de Dívina Comédia com Devilman, conta a história do agente do governo chamado Al Simons, que passa boa parte de sua vida matando pessoas. Um dia graças a traição do governo Al Simons é morto. O pior vem depois, ele para no Inferno para pagar por todos os assassinatos que cometeu. Lá ele conhece um terrivel demônio chamado de Malebolgia, que lhe promete restaurar a sua vida desde que este comande uma horda de demônios contra a humanidade e o Céu. No fim, Al Simons vira o Spawn e na Terra ele tem super poderes e luta contra monstros e anjos.

domingo, 10 de março de 2013

A Galeria do Grotesco

Estou de volta com a galeria do grotesco, no caso são os meus trabalhos. Para os que gostam ou se identificam com o que eu faço peço que mandem recados e que possamos trocar ideias e se quiser enviar fotos de seus trabalhos para eu postar no meu blog tô aí (já que o importante é a troca de informações entre nós fãs da arte e de linguagens como cinema, gibi...). Posto os meus últimos trabalhos em durepox, costumização e desenhos. espero que gostem:

sábado, 9 de março de 2013

Contando uma historia

O MENINO QUE VISLUMBRAVA MONSTROS
©2013 Paulo Af.
Esta obra é uma ficção, não tem dados históricos oficiais reais e todos os personagens são fictícios, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência
CAPITULO IV
A escola Rainha da Paz estava agora em um novo alvoroço: a Semana de Artes começava. Nesta semana os alunos mostrariam os seus talentos, assistiriam filmes e peças de teatro. Como tomava todo o horário de aula as crianças vinham em peso para a escola e se divertiam bastante. Lógico que nem todos os alunos gostavam da Semana de Arte e até alguns pais reclamavam alegando que os meninos tinham é que ter aula com livros e quadro e não ficar pintando e desenhando.
Alguns alunos como o Pedrão, por exemplo, detestavam a Semana de Artes e queriam mesmo uma oportunidade para provocar alguma confusão. Kaué, ao contrário dele, apoiava e por que não dizer se sentia bem em meio o ambiente que transbordava tanta arte e criatividade. Participava de todas as oficinas (desenho, pintura, gravura, escultura e poesia) mesmo sendo visto como problemático na aprendizagem por ser TDH.
Concentrava-se nas tarefas e se se esmerava como ninguém nas oficinas produzindo lindos trabalhos de arte. Os professores sempre acabavam colocando os seus trabalhos no mural e elogiando seus múltiplos talentos artísticos.
No último dia da Semana houve uma apresentação de uma peça de teatro. Uma trupe foi apresentar uma peça do Ariano Suassuna. As maiorias dos alunos jovens costumam rejeitar as apresentações por acharem menos interessantes que cinema 3D ou vídeo game.
Kauê é uma das parcelas de alunos que adora teatro e foi prestigiar a peça. A sala estava escura quando ele chegou e somente uma luz zenital clareava o palco. Devido à quantidade de cadeiras vazias o silêncio imperava no recinto. Kauê aproveitou o vazio da sala para escolher um bom lugar e viu então, uma poltrona vazia na fileira da frente. Para a sua surpresa Izabel estava sentada lá. Pensou consigo: ‘posso sentar ao lado dela e quem sabe conversar’.
Sem muito alarde sentou próximo da garota que parecia não tê-lo notado de inicio. Passados alguns minutos ela finalmente percebeu a sua presença, sorriu e começou a lhe falar:
- E aí kauê! Veio ver a peça também?
- Oi... Izabel! Eh... Você também tá aqui!?
- claro, eu não to falando contigo, cara?
- Ah! É mesmo. Você gosta de teatro?
- Pô meu é o maior barato! Cê gosta?
- Demais, cara!
As luzes então apagaram e em seguida a peça começou: figuras de homens e mulheres fantasiadas de personagens estranhos dançavam, cantavam e recitavam no palco. A luz zenital seguia os movimentos de cada personagem e o riso e a satisfação transpareciam nos rostos que assistiam a peça.
Kauê não tirava o olho das cenas e com seu jeito afoito se animava cada vez mais com a peça de teatro. Naquele momento ele se imaginava como um dos atores e também imaginava Izabel ao seu lado brincando de interpretar personagens. Depois de meia hora a apresentação terminou. A menor platéia aplaudia entusiasmada os atores. Por fim, o elenco agradeceu ao público. Um deles vestido com uma roupa dourada e usando uma máscara africana e de voz empostada se despediu de todo mundo junto com seus companheiros de palco.
Na saída do teatro, Kauê tentou continuar a conversar com Izabel, porém ela já tinha desaparecido. Preocupado, ele olhava para todos os lados e nada da garota. A tristeza veio em seu coração e mais uma vez Kauê perdeu a oportunidade de ficar um pouco mais com sua paixão platônica.
Nem bem o garoto cabisbaixo estava saindo ouviu uma voz cavernosa lhe chamando:
- Kauê, espera um pouco!
Kauê não reconheceu a voz, então virou o rosto rapidamente para ver quem era. Ficou surpreso em ver que quem lhe chamava era um dos atores da peça que acabara de assistir. Meio tímido ele foi então falar com o ator que estava usando ainda a fantasia e uma máscara:
- O senhor me conhece?
- Claro, quem não lhe conhece!? De onde eu vim você é muito conhecido, todos falam de você!
O garoto abriu um sorriso de franqueza e ao mesmo tempo com o olhar espantado foi logo falando:
- É mesmo! De onde o senhor veio, posso saber!?
- Eu vim de um lugar que você não deve se lembrar agora, mas deveria visitar de vez em quando.
- Eu não sei do que o senhor está falando. O senhor conhece a minha mãe?
- Não se preocupe eu te trouxe um presente.
O ator então, fez uns movimentos como de mágico com as mãos e do nada fez aparecer um par de óculos. O menino olhou a mágica e meio que admirado perguntou:
- Como é que você isto?
- Oras, é mágica! É um presente que fiz para você, pegue!
O menino recebeu o par de óculos, contudo não era um par de óculos qualquer. Eram os chamados óculos 3D, daqueles que se usa no cinema para ver os filmes. Aparentemente a lente vermelha e azul não pareciam ter nada de especial. Kauê olhou com desdém e então disse para o ator:
-Eu já tive um destes.
O ator retrucou:
- Estes são diferentes! Coloque diante dos seus olhos e verá!
Kauê pôs os óculos no rosto e então algo estranho começou a acontecer: inicialmente tudo ficou escuro como se fosse noite e então um clarão apareceu como se fosse um sol. O brilho do sol era intenso, mas não o suficiente para cegar. Kauê viu que a escola não estava mais diante dele e no lugar dela aparecia uma enorme porta de ferro.
Quando o menino tirou os óculos para dizer assustado o que viu notou que a escola estava no lugar e que o ator que havia lhe dado o presente sumiu! Algo estranho estava acontecendo e Kauê tentava saber o que era. Colocou os óculos no bolso e saiu assustado da escola.



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Os Inventores Anônimos


Aproveitei mais um final de semana para ver o que acontecia nas galerias de arte de Brasília. Saí de casa já disposto a ver a falada exposição do artista chinês Cai Guo-Qiang. Muitos podem não conhece-lo ou ter dificuldade para pronunciar o seu nome, porém o cara é conhecido por seus trabalhos com cenográfia.
Um dos seus trabalhos mais conhecidos foi quando desenvolveu o espetáculo da abertura dos jogos olimpicos de Pequim.

Depois ganhou inumeros prêmios internacionais e condecorações e grandes exposições nos maiores museus do mundo (já recebeu, inclusive um Nobel, por seus trabalhos artisticos). Por muito tempo ele ficou conhecido por usar a polvora como suporte para seus trabalhos ( coisa que começou a fazer quando estudou no Japão na década de 80). São vários painéis de desenho feito com material explosivo e que impressionam como são realizados.
Para Cai Guo-Qiang a ideia de trabalhar com a polvora tem haver com a antiga tecnologia desenvolvida pela China como meio de valorizar a sua cultura milenar. Com o mesmo intuito ele fez a exposição chamada de 'Da Vincis do Povo', onde ele andou por toda a China para conhecer inventores anônimos que vivem em comunidades rurais e urbanas.
Ele descobriu como ele define "verdadeiros gênios" que sem muito estudo acadêmico ou dinheiro, criaram em suas casas aviões, robôs e outras máquinas com sucata ( e ainda funcionam)! Nesta exposição pude conferir um robô que pinta como o artista americano Jackson Pollock, um cachorro mecânico em referência a Joseph Boyais e um robô que puxava uma carroça (todos construidos por camponeses e pessoas comuns). 

Das obras mais interessantes estão aviões e submarinos construidos em tamanho gigante e até naves espaciais concebidas por 'professores pardais' de garagem. Qual foi a minha alegria ao ver estas obras, pois sou entusiasta da robótica e de trabalhos de baixa tecnologia ( não faz muito tempo e postei neste blog o robô eletrico que construí em casa). Se eu podesse gostaria de ter participado da exposição do Cai Guo-Qiang.
A exposição 'Da Vincis do Povo', ficará de 05 de fevereiro até 31 de março de 2013, no CCBB (Setor de Clubes Sul). 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O Ato de Desenhar e o Estilo



Por muito tempo na históra da arte, a ideia de reproduzir o que o olho via (ou acreditava ver) era o sinônimo de arte de qualidade e de quem a realizava ser chamado de 'o artista'. Colocar no papel a reprodução de um retrato exato de alguém ou desenhar fielmente uma árvore ou qualquer outro elemento da natureza era quase uma prova de fogo que separava o joio do trigo ( o bom artista do péssimo artista).
Os estudos deixados por Leonardo Da Vinci em seus famosos livros de anatomia e ciência, e os esboços deixados por Michelangelo e Dürer no século XV, deixam isto bem claro. Todo o artista daquele período e do posterior tinham que se esmerar no ato de captar visualmente um objeto e colocá-lo no papel. Somente a partir do seculo XIX este formato de averiguação de qualidade técnica seria questionado pelos chamados artistas pós-modernos.

Ainda no século XV (mais precisamente entre o fim da Renascença e o ínicio do Barroco) surgem alguns espamos do que poderia se chamar de Estilo. O termo seria bastante citado na França moderna, mas o que podemos entender literalmente sobre o termo é que se trata antes de tudo de um modo ou forma individual de expressão ou visão sobre a maneira de se vestir pensar, e no caso especifico a que dirijo, desenhar.
O movimento Maneirista representado por El Greco e Parmigianino, já demonstrava um desejo de um grupo de artistas que à sua maneira (daí que veio o termo) por em prática o aprendizado técnico dos antigos mestres como Rafael e Michelangelo.

Na busca de tentar copiar a tecnica dos mestres os maneiristas acabaram por criar uma forma de expressão que ao mesmo tempo era criticada ou mal entendida, que depois seria a base para muitos artistas que procuravam novas formas de representação. A evolução da era industrial e da produção em grande escala e a força das máquinas como a máquina fotográfica que desmitificava o olhar humano, sem esquecer dos trabalhos dos impressionista  (Cezanne e Monet) derrubaram a convicção de que o homem realmente desenhava ou pintava fielmente a natureza.
 
O estudo do sol e das cores pelos impressionistas e as fotos que mostravam como realmente era o ambiente, tiraram o peso de que o artista precisava realmente reproduzir ou seguir o olho como uma verdade absoluta. Os trabalhos em pastéis de Toulouse Lautrec, Gustav Klimt e até os quadrinhos de humor do século XX mostravam que o estilo dava um ar vivo as obras e um valor nunca antes dado aos artistas não acadêmicos. Somasse ainda as descobertas e estudos etnográficos de povos e culturas diferentes que tinham sua forma distinta de representar o mundo e confrontar o pensamento artistico europeu à ponto de influenciar grandes nomes como Picasso ( que admirava e se inspirava na arte africana e da Oceania), Matisse e os Expressionistas.

O estilo então, não era mais um ante acadêmissismo e sim uma forma alternativa de estudar a arte. No entanto para uma grande maioria  a ideia de representação fiel de natureza ainda é vista como a verdade artistica. Muitos ainda clamam pela volta da arte campestre e da chamada arte realista. Em sentido contrário, a arte abstrata encanta e ganha espaço ao mesmo tempo que ainda é vista como mera brincadeira por leigos. O grafite urbano, que nem de longe tem Leonardo Da Vinci como base técnica, também contribuiu para mostrar que a fidelidade ao olho humano é bastante questionável.
Enfim, todo artista tem um estilo, e sua forma de ver e representar individualmente a natureza tem de ser respeitada. A grande maioria dos artistas atuais são expressionistas ( ou agir conforme o termo), porém ainda há espaço para os naturalistas e fã da chamada arte clássica.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Exposição 2013: Lan, Darel & Acervo da Caixa

Nem bem voltamos a rotina do trabalho diário, e temos o feriado de Carnaval bem na nossa frente. Como de costume alguns festejos populares causam uma certa controvérsia: tem aquela galera que reclama dos festejos carnavalescos e outros que o adoram.
No fim o que fica é o descanço, já que ninguem em si reclama de mais uma boa semana fora do trabalho! Para os que não vão atrás dos blocos, temos atrações aparte bem interessantes. Uma delas é visitar as galerias de arte de Brasília que estão apresentando ótimas exposições. Mais precisamente, falarei de três exposições que estão ocorrendo na Caixa Econômica:
 
Simplesmente Lan
de 22 de janeiro a 10 de março
Nete periodo de Carnaval vale apena ver as charges e ilustrações do desenhista italiano Lan. Morando desde os anos 50 no Rio de Janeiro, Lanfranco Aldo Ricardo Cortellini Rossi Rossini (ufa!), utiliza o diminutivo Lan para ser conhecido por suas crônicas visuais sobre os morros cariocas. A sua visão de estrangeiro que se vislumbra com o exótico, mostra uma obra que corteja a beleza da mulher brasileira e a fusão do humor tipico de nosso país. fanático pelo Carnaval e pela gremiação da Portela, Lan utiliza sua técnica de caricaturista para registrar o dia a dia dos carnavalesco e retratos bem humorados de personalidades  importantes como Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara e o icônico Cartola.
 
Darel, de Corpo Inteiro
de 23 de janeiro a 10 de março
A exposição do artista pernambucano Darel (Darel Valença Lins) reuni um acervo do artista que mistura técnicas variadas que vão de colagens, litogravuras, aquarelas e desenhos á lapis. No geral seus trabalhos são resutados de técnicas mistas e por si mesmo são interessantes. Depois de viver dois anos na Europa e de ter contato com artistas que lhe influenciaram no modernismo e até em elementos surreais e expressionistas, Darel passou a criar temas que vão do erótico ao inusitado com elementos que ora lembram cidades e outras máquinas. A maior parte do seu acervo vem dos anos 1960 até a década de 1990.
 
Sorte da Arte
12 de dezembro de 2012 a 3 de março de 2013
Quando se fala em Caixa Econômica nao há como não associar a loteria esportiva. Milhoes de brasileiros apostam no desejo de ganhar o grande prêmio da Sena, Loto ou a Mega Sena. Foi desta constatação que suirgiu a exposição do acervo intitulado Sorte da Arte. Responsável por guardar um grande acervo de importante artistas brasileiros, a Caixa coloca para o público obras de Antõnio Poteiro, Glênio Bianchetti, Francisco Rebolo Gonçalves... as obras são divididas por temas: independência, carnaval, festa junina e inconfidência.
Todas as  exposições ficarão no endereço: SBS Quadra 4 lote 3/4, sempre aberto de terça a domingo das 9:00 até as 21:00.  


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Momento de Reflexão: A Dor da Morte


Seria mais um final de semana como qualquer outro, se a noticia que mais tomou conta do domingo não fosse relacionada a futebol e os programas de variedades banais. Todo o Brasil soube da tragédia que assolou a pequena cidade de Santa Maria (talvez, muitas pessoas assim como eu nem sequer conheciam esta cidade) no interior do Rio Grande do Sul.
Uma cidade que tinha em sua maioria jovens universitários que aproveitaram a volta às aulas para se divertirem em uma boate. Coisa que todo jovem faz, um programa mais que trivial quando se tem dos 16 aos 25 anos. Porém, o que seria motivo de alegria se converteu em lagrimas para pais, mães, irmãos... Sonhos de juventude que se foram com os escombros e o fogo de um estabelecimento que por informações não poderia comportar o número de pessoas que alí estavam.
Uma fatalidade alimentada por irresponsabilidade por organizadores de um show que teria tudo para ser animado e que terminou como um filme de terror para quem estava nele. Depois que o fato ocorreu e chegou a mídia, todos se perguntavam como algo poderia ter acontecido. Nesses momentos todas as teses e teorias para justificar o injustificável aparecem. Das piores teorias saíram da boca de pessoas ignorantes que diziam que a morte dos jovens tem haver com 'se estivessem na igreja rezando isto não aconteceria', como se fosse digno a pessoa morrer com o teto da igreja desabando em sua cabeça, coisa que já ocorreu várias vezes. Não importa se é na igreja ou na boate, a morte é a morte! E ninguem quer morrer.
Eu já estive perto da morte uma vez (não vale apena contar o ocorrido) e sei que no momento em que estamos diante dela o que mais passa em nossa mente é o desejo e o medo de que poderemos não mais ver nossos pais e irmãos. Penso que durante o momento crítico em que muitos jovens se encontravam no meio do fogo ou do alvoroço para sairem do local. Nos últimos minutos, segundos e milesimos de segundos o medo de não ver mais o seu parente foi o que passou em suas mentes.
O não querer morrer tem haver com o fato de não mais podermos abraçar ou falar com as pessoas que mais amamos. Não consigo imaginar e nem mensurar a dor dos pais destes jovens. É a pior dor que podemos ter em nossa alma. Muitos pais se sentirão culpados por ter deixado o seu filho ir para a balada (o que não é justo, nenhum pai quer o mal para o filho), a revolta será grande contra o que ocorreu e a sede de justiça será proporcionalmente enorme (prender os donos da boate e os musicos do show é somente parte desta sede de justiça).
No fim, a dor ainda será permanente. Será necessário muito tempo com terapia, com o silêncio, com a falta de motivação para viver e... Mesmo assim ainda todos continuarão vivendo. Deixo o meu pesar e meu apoio aos parentes das vitimas. Confesso que faz muito tempo que não rezo ou frequento a igreja (nos últimos anos tenho me decepcionado com as religiões que mais parecem interessadas em pregar a discriminação e o ódio do que o Amor) contudo, depois do fato ocorrido passei a pensar em Deus e que Ele possa de alguma maneira confortá-los agora.


Um abraço e um beijo para todos.