quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Era dos Homens Máquinas


O falecimento do gênio da informatica Steve Jobs aos 56 anos depois de uma longa luta contra o câncer, me trouxe à memória de como eu tive o meu primeiro contato com um computador em minha vida. Quando eu estava com 15 anos nos estranhos anos 80, o computador ainda parecia uma incognita para a sociedade.
Já haviam muitos cursos naquela época que ensinavam como manusear e se preparar para aquilo que diziam ser a profissão do futuro (programadores de computadores e um simples usuário deles eram visto como a mesma coisa na decada de 80).

Meu pai pagou um curso de informática e eu fui meio que obrigado a participar. Eu confesso que não via graça nos computadores daquela época: tinham um design feio e mais pareciam uma mistura tosca de máquina de escrever com uma televisão. Para iniciar o computador era preciso fazer todo um malabarismo do MS DOS que levava horas! Os recursos da máquina eram limitadissimos e pouca coisa se podia fazer com o computador o que me levava a pensar se valeria a pena aprender a mexer naquele trambolho.

No cinema o filme Tron era considerado o que havia de mais avançado em um filme com efeitos especiais até então (ainda mais que não era todo filme que tinha efeitos gerados por computador como hoje). O Pentagono nos EUA já usavam o que era um embrião do que seria a internet. Inclusive foi o exercito quem mais fez uso dos simuladores virtuais que depois migrariam para os games de tiro e de jatos de combate (lembra do River Raid?).
    
O supra sumo dos jogos eletrônicos era o PacMan, ou come-come como era vulgarmente conhecido. Se me esforçar em recordar a memoria sobre o passado eletrônico podemos saber que foi o inglês Charles Babbage, um matemático, quem desenvolveu um primeiro prototipo de um computador que era chamado de 'mecanismo diferencial'. O troço era feito com rodas dentadas e nem de longe lembrava as máquinas que temos hoje.
  
Depois veio o computador ENIAC construido pelos americanos John Presper e John Mauchly. O ENIAC era um enorme gigante de 30 toneladas que mais parecia um conteiner cheio de fios e que tinha a unica função de lidar com números decimais e seus calculos. Porém, muitos dizem que foi o nazismo quem inaugurou a era da informática no mundo ao fazer uso de uma computador que usava cartões perfurados para fazer tabulações feito pela famosa empresa IBM no periodo de 1933 a 1940.
    
Depois teve muito chão percorrido até surgir os cursos de informáticas e dois caras nerds, chamado Bill Gates e o outro chamado Steve Jobs fazerem um revolução no mundo das máquinas. Bill Gates apresentaria o CD-Rom da Microsoft e popularizaria o sistema Windows enquanto Jobs construiria os Pc's da Apple, o mouse e iPhone. Como diria Simone de Beavoir "ninguém nasce gênio; a pessoa se torna um".  

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Projeto de Teatro: Teatro de Sombras


Estou começando um novo projeto de artes em minha escola. Desta vez o foco está no teatro, como hoje se exige que o docente em artes saiba tanto quanto de plástica como de música e também, de teatro, resolvi trabalhar o teatro de sombras e fantoche com meus alunos. Ufa! haja tanta coisa para fazer!! Antes de mais nada, para trabalhar com teatro nas escolas devemos ter as noções básicas do mesmo:
O teatro vem do grego Théatron que significa 'espetáculo' ou 'espectador'. A encenação é a arte de montar um espetáculo teatral a partir do texto e dos atores chegando enfim aos cenários. O discurso teatral é a história criada pelo autor e representada pelos atores. Esta representação pode ser um monólogo (um único ator que fala a platéia sobre suas intenções internas) ou um diálogo que surge os arquetipos (o protagonista e o antagonista) feitos por dois ou mais atores.

Os principais tipos de teatro são o grego, o romano e o medieval. Sendo que o grego e o romano possuem similaridades. O teatro grego foi quem desenvolveu primeiro o gênero da tragédia (texto heróico), a comédia (texto com final feliz).

Na Idade Média surgem textos de cunho religioso e que eram encenados nos atrios das igrejas usando sempre uma linguagem popular de catequese.
O Teatro Oriental nasceu no continente asiático e tem inumeras manifestações: no Japão o teatro Nô e Kabuki, na China a opera de Pequim em java o teatro de sombras e fantoche.
Muitos atribuem ao teatro chinês a existencia do teatro de sombras, porém existem histórias de que já existia um teatro de sombra desde os tempos primitivos ( a até quem diga que o Mito da Caverna de Platão seria uma metafora do teatro de sombras na Grecia). Em Java e no Tibet também se faz e muito o teatro de sombras que chegou no Ocidente Moderno gerando muito sucesso em Paris no sec. XVII.

Já o teatro de marionete surgiu no Egito e foi divulgado no Ocidente durante a invasão dos mouros na Peninsula Ibérica no sec. XIII. Trata-se de um teatro com uso de titeres (manipulador) e bonecos de pano ou madeira e cordas.

sábado, 8 de outubro de 2011

PROJETO ARMA X

Estou prestes a promover uma mudança radical no meu blog. Para aqueles que acompanham estou preparando algo bem bacana. Esperem e verão!!!
CAVALEIROS E EXORCISTAS
CAVALEIROS E EXORCISTAS
CAVALEIROS E EXORCISTAS

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sessão Nostalgia: 12 Anos de Bruxa de Blair


O ano de 1999 foi marcante para o cinema. De um lado estreava nos cinemas o revolucionário Matrix ( que já postei anteriormente) e muitos filmes que na época falavam sobre o pretenso fim do mundo ( havia muitas profecias dizendo que de 2000 o mundo não passaria). Enfim, estavamos cruzando um novo milénio e nem imaginavamos o que poderia acontecer.

Nestes mesmo 1999 os filmes de horror estavam em total esgotamento de ideias. A maioria ainda tinha a velha premissa de mostrar psicopatas mascarados multilando adolescentes burros e casas mal assombradas. Faltava algo para rejovenescer o gênero que estava provocando mais risos que sustos.

Foi aí que do nada apareceu A Bruxa de Blair. Um filme que se dizia baseado em fatos reais e que foi feito por estudantes de cinema que haviam morrido depois de realizarem um documentário sobre uma entidade que estava assustando uma pequena cidade no interior dos EUA. O público lotava cinemas para assistir o pseudo-documentário e procurava na internet sites que falassem sobre o filme. Aliás, grande parte do sucesso do filme tem haver com as redes sociais que foram criadas para divulga-lo na época.

Mas o que é verdade e mentira neste filme afinal de contas? O filme foi idealizado por dois cineastas independentes (Daniel Myrick e Eduardo Sánchez) e estrelado por atores desconhecidos que usaram o proprios nomes verdadeiros para dar veracidade a fita ( Heather Donahue, Joshua Leonard e  Michael William). A cidade de Blair não existe nos mapas americanos e muito menos a lenda da bruxa. O condado de Burkittsville existe, mas o filme foi filmado em um bosque em outra cidade americana. Todos os atores estão vivos e trabalham em Holywood  fazendo filmes de baixo orçamento. O filme custou 60 mil dolares e lucrou 100 milhões nos cinemas deixando a produtora Artisan milionária.

O mais legal em Bruxa de Blair é que todo mundo caiu na peça pregada pelos diretores e ninguem ficou com raiva deles! Pelo contrário depois que o público soube que o filme era uma 'fraude' passou a fazer mais sucesso, tanto que um ano depois fizeram a continuação do filme e ainda lançaram cd´s com musicas sobre o documentário e outras bugigangas.
         
A Bruxa de Blair foi tão importante para o cinema que hoje o seu estilo é copiado a exaustão, basta assistir a Efeito Paranormal, Rec, Batalha de Los Angeles, Borat e Cloverfield para ver isto!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Alma do Negócio


Quando dizem por aí que a 'propaganda é a alma do negócio', isto não é brincadeira, é muito serio! Desde que o homem se tornou civilizado existe a necessidade de fazer divulgação seja de um rei, de uma religião ou de uma cultura. Basta olhar para o passado e vermos isto nas obras de arte.

Um faraó, por exemplo, quando queria ser notado pela população exigia de seus arquitetos e de seus escultores enormes estatuas e relevos nas paredes com suas proezas bélicas. Assim, qualquer cidadão comum ao ver estas obras diria " é fulano aquele que reina e é glorioso..." e assim se tornava uma lenda.
    
Os romanos faziam propagandas de si mesmos também usando estatuas de generais e bustos de marmore como modo de representação. Uma das maiores propagandas de um imperador romano é a famosa Coluna de Trajano, que mostra em relevo em um enorme obelisco suas proezas de conquista militar.
            
Na Idade Média o markenting são os famosos brasões de familias reais. Cada brasão tem a função de simbólicamente apresentar a familia do rei e suas qualidades. Um brasão, por exemplo, que ostenta uma figura de um leão, quer passar a imagem que a familia que detem este ícone é corajora e audaz.

Na Renascença com ascenção dos mecenas, como os Medici, vai existir uma total necessidade de auto promoção de imagem o que faz com que artistas competentes como Miquelangelo realizem tumbas funerarias suntuosas e estravagantes cheias de estatuas clássicas. A Igreja também fez um enorme uso de propagandas usando o Barroco com suas igrejas cheias de tromp´loel, arabescos e anjos para atrair os fiéis que estavam se tornando protestantes.
          
No mundo atual globalizado as empresas de propagandas junto com designers de produtos usam todos os recursos modernos para chamar a atenção do público: para transformar um carro, um celular ou o disco de um artista em produto vendável os designers usam todo o arcabouço de pesquisa e com isso criar um pathos entre o consumidor e o produto.

Somente desta forma, assim como um faraó se torna lenda, um logotipo de uma emissora entra em nosso incosciente coletivo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sessão Nostalgia: 12 Anos de Matrix


Antes de Avatar de James Cameron ser a grande revolução cinematográfica do cinema do novo milênio, havia um filme que detinha este valor. Antes de Harry Potter e O senhor dos Aneis virarem febre quem mandava no inicio da década era Matrix.

Escrito e dirigido pelos misteriosos irmãos Wachowski e estrelado pelo galã Keanu Reeves, Matrix apareceu no fim do milenio passado em 1999. O filme quem nem era uma super produção da Warner virou uma febre depois do efeito bullet time ( o efeito de ver uma bala viajando no ar em camera lenta e por vários angulos) e pela temática filosofica e teológica em uma embalagem de filme de luta e ficção cientifica.

A primeira vista a historia de um hacker que descobre que vive em um mundo ilusório e dominado por máquinas crueis não era novidade ainda mais para quem já havia assistido ao filme Show de Trumam e ao Exterminador do Futuro. O diferencial de Matrix estava em como o tema quase batido estava sendo abordado: discussões filosóficas extraidas dos textos do filosofo desconstrutivista Jean Baudrillard e de Deleuze e teologias cristãs e orientais.

Muita gente que assistiu ao filme na época não entendeu o discurso mas gostava das cenas de lutas super elaboradas e exageradas, tanto é verdade que quando as continuações do filme foram lançadas em 2002 não foram digeridas com tanta facilidade pelo publico o que levou o filme a receber enormes criticas negativas.
Hoje quem assiste a trilogia percebe que toda a história tem sua conclusão e explicação apartir do segundo filme em que Neo encontra o arquiteto (Deus?)  e assim percebe que faz parte de um jogo que nunca terá fim.

Para quem não conhece o filme aqui vai um resumo: Thomas Anderson é um hacker que vive uma vida pacata e chata. Por alguma razão ele percebe que tudo ao seu redor  não é o que parece. Um dia ele recebe em seu computador uma mensagem misteriosa que diz que ele deve entrar na 'toca da Alice' e apartir dalí escolher ficar no mundo em que vive ou conhecer a verdade. Para isto ele conhece Morpheus e Trinity dois rebeldes que vivem em outra realidade e explicam que Anderson pode ser o escolhido para guiar a população da Terra contra as máquinas que dominaram o mundo e colocaram todos em uma realidade virtual.

Depois é muita porrada e filosofia!!!

domingo, 2 de outubro de 2011

Desenho e Pintura II: Exposição de trabalhos

Vou terminar estes artigo sobre as minhas próprias criações artísticas mostrando alguns trabalhos atuais e outros mais antigos. Quando comecei a estudar desenho as minhas influências eram os quadrinhos de super-heróis e os seriados japoneses, depois veio a descoberta dos gibis europeus e o estudo de história da arte. Hoje eu percebo que graças as experiências de tecnicas anteriores e estudos dos movimentos artísticos que meu trabalho reflete os quadrinhos ditos clássicos dos anos 80 (Sal Bucema, Frank Miller), os pintores simbolistas (Füssli, Odilon Redon e Gustave Moroe), pintures renascentista flamengos (Bosch) e os trabalhos contra culturais de vanguarda (Salvador Dali, Marcel Duchamp). As vezes o gosto é mais evidente que a técnica, por exemplo, eu não aprecio tanto os Impressionistas, porém faço uso em meus desenhos as tecnicas do pontilhismo. Enfim, os que gostam de desenhar e expressar ideias em varias formas e tecnicas como eu, espero se possivel trocar informações e proporo projetos em escolas. Ok!?

(1) Céu/2010-fotografia abstrata

(2) Yara/2007-óleo sobre tela

(3) Espectroscopia da visão/2006- tv, peças de computador, tinta e tecnica mista.

(4) Xeque mate/2011- nanquim sobre papel.

(5) O dilema de Leda/2011-nanquim sobre papel.

(6) Sem título/2005- cartão e tecnica mista.