domingo, 20 de março de 2011

Música: Razão e Sensibilidade


Feche os olhos. Tente se concentrar somente no que os seus ouvidos estão captando neste momento. Fique assim por dois minutos (pausa para a experiência). Ok! se você fez a experiência do silêncio, pode ter percebido que ouvimos tudo, desde a conversa dos nossos familiares, ao latido do cachorro na casa do vizinho; ou o barulho da trovoada antecipando a vinda da chuva; quem sabe um zumbido intermitente; o som dos carros automotivos...silêncio que é bom, nada!

O que prova que o silêncio é algo impossivel ou inexistente. E aí que surge a questão: O que é a música? De onde ela vêm? O que a diferencia do ruido? Muitos musicologos e outros estudiosos do som procuram definir a música como algo somente criado pelo homem. E o som emitido pelos passaros? Isto não seria música? Para os estudiosos do assunto os animais não criam regras e catalogação e nem manipulação sobre o som o que enfim, geraria a música. Os animais emitem sons que para os da sua espécie tem vários significados. Um latido de um cão pode tanto ser de ataque como de apreço pelo dono dependendo da situação. Porém, o latido do animal não consegue extrai emoções de quem a ouve como tristeza ou alegria.
     
Neste ponto a música pode fazer isso. Logicamente que o compositor terá que pensar antes como esta música provocará este ou aquele sentimento a quem  ouvir. Ele terá que escolher o instrumento, criar a melodia e a harmonia e por fim um arranjo que se transformará em uma sucessão de sons que juntos para quem ouve provoque alguma reação emocional como dor, raiva, paixão e alegria.

Você pode dizer que fica emocionado quando ouve o latido de seu cachorro de estimação, mas nem poeticamente poderia dizer que ele estaria cantando para você. A palavra música surgiu do grego Mousekê, que significa musa. Na mitologia grega as musas eram nove irmãs que eram filhas de Zeus com Mnemósine e que passavam a maior parte do tempo destraindo os deuses do Olimpo cantando e dançando.
Como filhas da memória (Mnemósine) e do deus poderoso elas tem poder sobre o individuo o que justifica o poder da música sobre nossas emoções. A música nos leva para o passado quando ouvimos um som que lembre um romance ou amigos de outrora assim como também nos leva a viajar pela imaginação para um futuro. Os gregos presavam a poesia e a música não somente como formas de intretenimento como também de sabedoria.
      
Existem musicas que nos agradam e outras que nos irritam, alguns gostam de musicas agitadas e outros de musicas mais lentas de toda forma, todo mundo gosta de musica. Um livro que recomendo para os amantes da musica é o do escritor e pesquisador Otto Maria Carpeux chamado de 'O livro de Ouro da História da Musica' da editora Ediouro de 2006. Apesar de ter um olhar ainda europeizante sobre a música ( o autor chega a dizer que somente no Ocidente é que existe música) ele consegue ainda falar de toda a trajetoria da musica que vai desde o fim da Idade Média até o surgimento da música eletrônica. Pena que ele deixou de fora o rock in roll.

sábado, 19 de março de 2011

Lost, CSI & Dexter = Inteligência na Tv

Está cada vez mais difícil gostar de tv aberta hoje em dia. Com a expansão da tv á cabo e a internet é praticamente impossivel gostar da programação da tv aberta: reality shows, novelas ruins, programas de culinaria, programa de fofoca...parece que estamos no fim da picada na criatividade das emissoras.
Se por um lado gastasse um milhão de reais por individuos carentes por fama e atenção que povoam os reality shows, e os programas de culinarias são fastiosos junto com programas de mundo cão onde a histeria é o prato do dia. Na contra-mão temos as séries de tv que as vezes sendo tratados como tapa buracos de programação acabam sendo muito interessantes.
 As séries americanas evoluiram e muito, basta ver Lost, Doctor House e Dexter para ver que os roteiristas e produtores estão mais criativos e monos óbvios. Por isto, resolvi listar algumas séries que mostram que a tv também pode ser inteligente e divertida:

LOST
A série Lost surgiu em 2004 e teve seu encerramento em 2010. Com seis temporadas, conta a intrigante história de um grupo de sobreviventes de um acidente aereo que caiu em uma ilha do pacifico. Criada por JJ Abrams e Jefrey Lieber, Lost pode ser considerada a melhor série dos últimos anos: tem suspense, aventura e uma trama que requer toda a concentração do público para entender o passado, o futuro paralelo e a até um mundo espiritual que abarca os personagens da misteriosa ilha. Citações a viagens no tempo e simbologias misticas são jogadas na série criando um mosaico onde nunca se sabe onde os personagens realmente estão. No ultimo episódio fica a duvida: Eles morreram no acidente aereo como insinua o capitulo final da série? Por que alguns personagens podiam viajar no tempo? A ilha realmente existia? Os personagens passaram por alguma experiencia militar secreta do governo? No dvd da série existe muitas cenas alternativas que podem responder estas perguntas.

CSI
Produzido pela rede de tv CBS, a série CSI conta o dia-a-dia de grupo de cientistas forenses do departamento de criminalistica de Las Vegas que investiga crimes misteriosos. Criado por Anhony E. Zuker surgiu em 2000 e gerou séries spin off's como CSI Miami e CSI NY. Cada caso que é investigado a equipe usa o que existe de mais moderno na criminalistica americana e ao mesmo tempo testa o senso de observação dos cientistas sobre o crime ocorrido. Personagens como Grinsom (William Petersom) fazem com que mesmo com algums exageros faça a serie parecer crível em termos de trabalhos policiais.

DEXTER
A série Dexster surgiu em 2006 pelo canal pago Showtime e no Brasil é exibida pela Rede TV nas segundas feiras. A série foi inspirada no romance do escritor Jeff Lindsay e conta a história de um serial killer que trabalha para a policia de Miami. Dexter finge ter uma vida normal: tem namoradas, é um bom vizinho e trabalha na criminalistica analisando sangue que fica nas cenas de crimes brutais. Porém, ele é um psicopata e mata criminosos e guarda partes deles em sua casa. Imagine o Hannibal Lecter trabalhando para a policia e terá uma noção deste seriado super bacana.

sábado, 12 de março de 2011

Terremoto no Japão: A pequenez humana diante da vida

O terremoto que acometeu o arquipelago japonês, ocorrido no dia 11 de março (enquanto estavamos dormindo no Japão era 2:00 h da tarde) mostrou a força descomunal da natureza e nossa pequenez diante dela. Mesmo sendo um país avançado, acostumado com tal evento e usando uma tecnologia que diminuiu o número de vítimas ( os predios japoneses possuem tota uma estrutura feita para aguentar abalos cismicos) não deixa de ser um fato amendrotador.

Ví em um programa de televisão que um especialista disse que o Brasil dificilmente passaria por tal situação. Junto da África o continente sulamericano está localizado nas placas tectônicas mais antigas do mundo. Como o arquipelago japonês está sobre placas tectônicas muito móveis, o fenõmeno de abalos cismicos e constante.

Por outro lado, no nosso país temos catastrofes que ocorrem não pela força da natureza mas, pela estupidez humana mesmo. Quando no Rio de janeiro ocorreu as inundações e em São Paulo onde já se tornou costumaz ( todo período de chuva várias regiões do Brasil são acometidas por inundações).

Na capital federal temos várias cidades satelites e principalmente invasões com estrutuas precárias, cheia de erosões e bocas de lobos tampadas por lixo que a população joga nas ruas. No fim, as cidades acabam alagadas só faltando o tsunami para deixar tudo pior.
Parece bobagem querer comparar o que ocorreu no Japão com o que ocorre aqui. Porém, não deixa de ser importante termos este olhar. Pois, se de um lado a natureza por sí provoca estragos, por outro o homem ajuda estes fenomenos a ocorrerem seja jogando lixo ou ocupando areas de riscos ou ajudando no aquecimento global.
Muita gente deve ter pensado que o ocorreu no Japão foi o prenuncio do fim do mundo. Há quem evoque a profecia dos Maias que diz que o mundo acabaria em 2012 (e olha que estamos em 2011 ainda!). Procuro não pensar nisto. Aliás, não acredito no fim do mundo, mas reconheço que se não tomarmos cuidados com o planeta isto pode ser uma realidade um dia.
Para acalmar nossa alma estou postando uns clipes legais de bandas que podem alegrar nosso dia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sessão Era de ouro dos Quadrinhos

Os gregos chamavam de 'era de ouro' o período em que o mundo vivia em harmonia. O homem tinha um contato direto com os deuses e por este motivo não precisava trabalhar para se sustentar. Enfim, a paz e a tranquilidade reinava. Aliás, em quase todas as mitologias existe esta era de paz. Hoje em dia chamamos de 'era de ouro' tudo que simbolizou o que existia de melhor em uma época. É um termo muito usado para falar de músicas e bandas que fizeram história, livros e autores importantes e outras formas de entreterimento. Aqui vou pinçar o que chamo de 'era de ouro' de quadrinhos que li e que sinto muita saudade.

Recruta Zero
Criado pelo cartunista norte-americano Mort Walker em 1951. O Recruta Zero parodiava os filmes de guerra norte-americano, onde o protagonista fazia mais asneiras que atos heroicos. Ele passava mais tempo dormindo e descascando batatas que treinando e lutando no campo de batalha. A sua maior diversão era encher o saco do sargento Tainha, um gordo com um unico dente postiço na boca.

Hagar o Horrível
Desenhado por Dik Browne, para a prestigiada tira de jornal dominada pela Kong Sindicate Feature ( dona do marinheiro Popeye) Hagar o Horrível era um barbaro que gostava de passar o tempo pilhando e invadindo territórios inimigos. O seu único problema era lidar com uma mulher dominadora, uma filha adolescente que vivia frustrada por não ter namorado e um filho pré-adolescente intelectual e sensivel que detestava lutar como o pai.

Zé Carioca
Criado para a política da boa vizinhança, na qual nos norte-americanos queriam estreitar alianças com os latinos americanos, o Zé Carioca é para muitos um personagem ofensivo que vende a imagem do brasileiro como malandro e preguiçoso. Polêmicas a parte, os quadrinhos do Zé vendiam muito nos anos 50 e início dos anos 80. As suas aventuras se passavam nos morros cariocas o que tentava criar uma identificação do personagem com a gente, cheio de ginga e samba.

Gasparzinho
Hoje conhecido pelos filmes que passam na Sessão da Tarde o personagem desenhado por Warren Kremer chegou no Brasil nos anos 50 e era publicado na revista O Cruzeiro. As suas histórias tratavam suas tentativas frustradas de ter amigos ( quem iria ser amigo de um fantasma?). Na mesma época também teve a revista do Brazinha, um demoniozinho que aprontava com todo mundo e agia como um nemezis para o excesso de bondade do Gasparzinho.

Mandrake e Lothar
Personagens criados pelo magnifico Lee Falk ( o mesmo que criaria o Fantasma) e desenhado por Phil Davis em 1934, a dupla Mandrake e Lothar tratava da amizade de um magico ilusionista e seu segurança um africano de força descomunal e que juntos saiam para resolver todo tipo de problema. Na maioria das vezes o Mandrake apelava mais para a astucia do que para os seus truques. Além de que ele vivia em um fraque elegante e talvez por isto não saisse na porrada para não sujar a roupa.

Fantasma
Lee Falk faria o fantasma em 1936 e seria o primeiro herói fantasiado dos quadrinhos (o Batman e o Super Man só apareciam depois). Chamado também de 'espírito que anda' o cara andava pela floresta de Bengale junto com o seu lobo branco combatendo a pirataria e mercenários. Sem ter super poderes ( coisa que Lee Falk era contra) o fantasma resolvia tudo no sarrafo e deixava sempre a marca de seu anel da caveira nos queixos fraturados dos meliantes.

Conan
Saido dos livros pulp escritos por Robert E. Howard em 1932. Conan o cimério é o principal personagem do universo espada & fantasia que consagrou obras como a de J. R. Tolken. Brutal e animalesco o bárbaro resolve tudo cortando cabeças com machados ou cortando inimigos ao meio com sua espada. A Marvel na década de 70, trouxe o bárbaro para os quadrinhos e aqui no Brasil a revista era uma das mais vendidas. Um dos motivos eram as capas bacanas de mulheres esculturais semi-nuas desenhadas por Sal Bucema.

O Corvo
Mais conhecido por aqui por suas versões cinematográficas, o Corvo é um personagem criado pelo desenhista James O'Barr em 1970. A história gira em torno de Eric Draven um músico gótico que é morto injustamente junto com sua namorada por um bando de ladrões. Segundo uma lenda europeia, um corvo é enviado do Céu para ressucitar quem teve uma morte injusta para assim poder corrigir o erro. No Brasil a Editora Mythus é quem publica o personagem. Um lance bacana é que o corvo pode ressucitar qualquer um assim sendo, o personagem pode ser tanto um roqueiro como um mecânico, um índio ou uma mulher.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Gregos e Romanos: Razão e brutalidade

A cultura grega e a romana se tornaram as bases do mundo ocidental. No século VXII e XVIII os europeus após escavarem as ruinas de Pompéia sentiram um retorno ao que eles chamavam de 'época gloriosa' ou idade do ouro que a humanidade havia perdido. Os artistas franceses fizeram releituras de vasos gregos e temas da época como se quisessem voltar no tempo. Napoleão, por exemplo, adorava ser retratado em pinturas como um imperador romano.
     
De certa forma a febre pelo mundo greco-romano já havia dado os seus passos na Renascença no século XIV e mesmo antes disso já ocorria um resgate sobre o passado europeu: as igrejas davam aulas de filosofia e estudo da matemática euclidiana e poetas como Dante escreviam suas poesias inspirados em Homero e Virgilio.

O que existe de fascinante no mundo greco-romano afinal? Tirando alguns exageros em fatos históricos, o povo egeu (grego) trouxe a filosofia e um apego ao corpo. As esculturas de Miron e Policleto exaltam homens jovens de corpos musculosos e nus. Se compararmos com outros povos da época nunca o homem havia feito estatuas de si mesmo, já que antes somente as divindades podiam retratadas ou reis. Este olhar para si gerou a filosofia.
          
Socrates procurava a verdade, Platão procurava o conhecimento e Aristóteles a ordem. Juntos eles ajudaram o grego a pensar sobre política e instituir a democracia. o templo de Atenas feito no periodo de Péricles foi o auge da junção do conhecimento e sua transposição para o mundo material.
    
E os romanos? Ganharam destaque com as façanhas de Felipe e seu filho o Alexandre 'O grande'. Venceram os persas, inimigos mortais dos gregos e romanos e sempre viviam em combate ( é só lembrar da invasão de Xerxes a Esparta,  descendente de Dario I este que havia lutado contra Alexandre).
Esta luta entre persas e gregos talvez explique ainda hoje os conflitos entre ocidente e oriente.
  
De toda forma, enquanto os gregos discutiam sobre sofisma/oratória e conhecimento, os romanos questionavam a verdade como Sócrates. Poncio Pilatos durante o interrogatório a Jesus Cristo, pergunta ao filho de Deus como um filosofo questiona um sofista para testar a veracidade das palavras do interrogado. Sócrates costumava fazer isso até que o interrogado entrasse em contradição. No caso de Jesus, Poncio não pôde tirar dele sofismas o que levou a querer inocenta-lo, infelizmente o povo já havia decidido o veredito.

Outra caracteristicas dos romanos é suas estatuas de homens menos idealizados e até estatuas que retratavam idosos e crianças. Na escultura grega isto não acontecia. Para o grego ressaltar o vigor físico e a juventude era o que importava (não a toa Zeus tem o corpo de um jovem de 20 anos no estatuário grego).
Os romanos tranformaram o "pão e o circo" em lema. transformando o Coliseu Romano em símbolo de arquitetura porém, também de um povo que adorava a violência como diversão com os seus gladiadores e cristãos sendo devorados por leões.
       

sábado, 5 de março de 2011

Video Arte e o novo olhar do mundo

A video arte é hoje uma das maiores expressões artisticas que existem. Chega-se a ter mais exposições de  videos instalações que de gravuras, pinturas e esculturas de formas tradicionais. O por que deste fascínio pela tela e imagens em movimentos? Desde que a televisão foi inventada e distribuida nos lares americanos nos anos 50, o aparelho já prenunciava que nada seria mais como era antes. E  claro não podemos esquecer da invenção do cinematógrafo pelos irmão Lumier muito tempo antes, abrindo assim um mar de possibilidades.
Depois vieram as cameras super 8 e em seguida o videocassete. Pronto estava enfim a invasão tecnologica que tem seu alge com as filmagens caseiras postadas na internet via filmadoras mais leves e celulares. Quando Andy Hahol disse que todos teriam 15 minutos de fama, ele nem imaginaria a febre que seriam os reality shows. Talvez isto não explique a expansão das videos instalações em galerias mas, comprova como um suporte pode ter varias utilidades ainda mais em uma sociedade em que ser utilitário é obrigatório para se viver.
Foi o movimento Fluxo com artistas atuantes como Nam Jum Paik e John Cage, que experimentavam novas maneiras de interação entre obra e público através de perfomance que o video começou sua caminhada ardua. Antes disso Marcel Duchamp com os seus aparelhos de discos opticos já demonstrava que o futuro e atual presente seriam da tecnologia menos manual e mais engenhosa. Monstros mecânicos como o de Moholy-Nagy para óperas modernas e os filmetes surrealistas de Bunuel e Salvador Dalí demonstravam que as instalações e os movimentos continuos dos filmes seriam armas para questionar o homem moderno.

Hoje existem grandes artistas do video como Bill Viola e Bruce Newman e performáticos como Vito Acconti e Marina Abramovich.
Os videos clipes para o bem ou para o mal também possuem uma enorme contribuição as vezes pervertendo os canones da propria video arte ou no uso de edições rapidas e muitas vezes exageradas, um exemplo de  bom video artista é o diretor indiano Tarsem Sigh que virou ícone com clipes de musicos como R.E.M e filmes como a Cela.

Carnaval: Da festa do vinho para a festa da Carne

O mês de março é o período do Carnaval (geralmente é em fevereiro). Uma festa de cunho popular e que por isto deveria congregar toda a sociedade independente da classe social, raça ou religião. Logicamente que nem sempre funciona desta forma. O carnaval carioca, por exemplo, se tornou um espetáculo para ser mais apreciado via tv do que ao vivo, já que se tornou uma forma de capitalizar dinheiro e as autoridades juntos com escolas de samba perceberam o poder de marketing que é juntar estrelas da mass media é patrocinadores multinacionais e turismo; resultado: a vinda de estrangeiros dispostos a se divertir e apreciar um carnaval que às vezes deixa de lado a população local devido os preços altos de hoteis e camarotes para ver escolas na avenida.

Inicialmente o Carnaval ( termo em grego seria festa da carne) era  conhecido na Roma Antiga como festa de Baco ou festa bacanal (vinho). Na Grecia era uma festa  para comemorar os vinhedos e agradecer  a Baco pela vinha. As mulheres dançavam e tocavam instrumentos para divertir a divindade e depois de tomar muita dose escessiva de vinho iniciavam orgias. O povo grego muito culto tolerava a festa e não via problema nenhum nisso. Porém, com a conversão do imperador Constantino no início do século IV ao cristianismo alegando ter expulsado os inimigos na Ponte de Milvia depois ter tido um sonho profético, toda a sociedade greco-romana mudou.
  
O pensamento judaico-cristão não tolerava a festa de Baco bem como a idolatria aos deuses gregos, iniciando uma perseguição ideologica a seus adoradores. Muitos eram perseguidos e torturados pois eram acusados de sodomia, orgia e sacrificios humanos durante a festa. Neste periodo a Igreja Católica estava estabelecendo as suas bases teológicas muitas vezes através da força do que pelo 'amor ao próxmo' como pregara Jesus.
De certa forma a maneira ofensiva da Igreja agir mais parecia uma forma de vingança violenta para descontar os dias de perseguição em que cristãos eram massacrados no coliseu romano por leões e gladiadores. Ironicamente, as festas de bacanais continuavam a acontecer às escondidas nas florestas romanas durante a noite. A Igreja passou bom tempo tentando neutralizar a festa, apelando para a Quaresma ( uma especie de peregrinação espiritual na qual o fiel deveria ficar de jejum e oração durante quarenta dias, relembrando os quarenta dias de jesus no deserto e os quarenta anos do exodo hebreu do Egito) ainda hoje adotada para desviar as pessoas da festa da 'carne'.
   
O Carnaval acabou por reação se extendendo por todo o mundo tanto que é comemorado em vários lugares e países de acordo com a cultura. Em Veneza temos os bailes de máscaras, em Pequim temos o carnaval chinês e por aí vai. Em contra partida os católicos e protestantes tentam de toda maneira neutralizar a festa com cruzadas e shows que ocorrem nos dias da festa para assim levar almas para o Céu. O pensamento cristão ainda vê a festa da carne como um mal sobre a terra basta ver filmes como 'Caligula' e 'De olhos bem fechados' para termos uma visão de orgia e banalidade sobre a festa.